Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Hoje na SolMar lançamento Pátria Utópica


O lançamento conta com a presença de António Barreto, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre. A obra será apresentada por Pilar Damião e Mário Mesquita.

Sábado, 10 de Março de 2012

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Domingo, 4 de Março de 2012

Alma

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Nuno Costa Santos Na SolMar



Lançamento do livro Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco, de Nuno Costa Santos
dia 1 Março pelas 20h30m.

Jornalista e escritor, Fernando Assis Pacheco (1937-1995) marcou, pelas suas invulgares qualidades intelectuais e de personalidade, toda uma geração.
As reportagens e crónicas que escreveu para o Diário de Lisboa, o República, O Jornal e a Visão, entre outros, quebraram os cânones e abriram caminho a novas formas, mais literárias, de fazer jornalismo.
A sua figura tornou-se extremamente popular após a participação no concurso televisivo Cornélia.
Foi um homem de esquerda e opositor declarado da ditadura, publicando os primeiros poemas contra a guerra colonial.
Esta é a sua primeira biografia.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Precipitados


Pablo Genovés "Precipitados", Galeria Art Nueve, Arco 2012


"A Cultura conquistada pela Natureza, ou a Natureza aprisionada pela Cultura".
Em Portugal é o Dilúvio.

Policiais Vintage


Os grandes mestres da literatura policial da mítica colecção Vampiro da editora Livros do Brasil, estão agora disponíveis na nossa livraria a verdadeiro preço crime de 2.50€. Centenas de crimes de bolso com fabulosas capas com esta do pintor Lima de Freitas.


«... a Vampiro tornou-se um inegável caso à parte, alcançando uma popularidade de que nenhuma das suas antecessoras e sucessoras se pode gabar. Dos múltiplos motivos que podem ter concorrido para esse sucesso, talvez se possam destacar quatro ou cinco factores principais. Desde logo, a introdução do policial de bolso, um conceito provavelmente importado do mundo editorial anglo-saxónico, já que a principal referência francesa, a colecção Le Masque, criada em 1927, tinha um formato ligeiramente superior. Decerto não menos relevante foi a sua aposta em autores de língua inglesa, num Portugal ainda largamente dominado pela cultura francesa. O terceiro trunfo foram as suas notáveis capas, boa parte delas desenhadas, no início da colecção, por Cândido Costa Pinto (1911-1976). Companheiro de Mário Cesariny no Grupo Surrealista de Lisboa, as capas que produziu para a Vampiro foram uma verdadeira pedrada no charco das artes gráficas nacionais. Hoje olhamos para elas distraidamente nos escaparates dos alfarrabistas, mas, no cinzento Portugal dos anos 40 e 50, seguramente deslumbraram muitos leitores. Até mudar de grafismo, optando por capas pretas ilustradas com fotografias pouco apelativas, a colecção contou sempre com a colaboração de grandes artistas, entre os quais se destaca, além de Costa Pinto, o pintor Lima de Freitas.

É ainda plausível que o modo como a Vampiro rapidamente fidelizou leitores possa ter ficado a dever-se ao facto de ter começado por se concentrar num número reduzido de escritores, todos eles da tradição do policial dedutivo, e todos eles criadores de séries, isto é, de um conjunto de livros com o mesmo detective, o que foi uma opção inteligente, já que boa parte dos leitores de policiais se viciam mais facilmente nas criações do que nos criadores. A Vampiro apostou, sobretudo, em Agatha Christie, com o seu Poirot, em Ellery Queen, com o seu detective amador homónimo, em Erle Stanley Gardner, criador do advogado Perry Mason, e, para referir apenas os autores mais recorrentes no início da colecção, em S. S. Van Dine, cujos livros são protagonizados pelo sofisticado investigador diletante Philo Vance.»

(In)Público por Luís Miguel Queirós.

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Gato num apartamento vazio




Gato num apartamento vazio

Morrer não é coisa que se faça a um gato.
Que há-de um gato fazer
num apartamento vazio?
Subir às paredes?
Roçar-se nos móveis?
Aparentemente não mudou nada
e no entanto está tudo mudado.
Continua tudo no seu lugar
E no entanto está tudo fora do sítio.
E à noite a lâmpada já não está acesa.

Ouvem-se passos nas escadas,
mas não são os mesmos.
A mão que põe o peixe no prato
também já não é a que o punha.

Há aqui qualquer coisa que já não começa
à hora do costume,
qualquer coisa que não se passa
como deveria passar-se.
Havia aqui alguém que há muito estava e estava
e que de repente desapareceu
e agora insistentemente não está.

Procurou-se em todos os armários,
revistaram-se as estantes,
espreitou-se para debaixo do tapete.
Violou-se até a proibição
de desarrumar os papéis.
Que mais se pode fazer?
Dormir e esperar.

Quando regressar, ele vai ver,
ele vai ver quando chegar.
Vai ficar a saber
que isto não é coisa que se faça a um gato.
Caminhar-se-á em direcção a ele
como que contrariado,
devagarinho,
com patas amuadas.
E nada de saltos ou mios. Pelo menos ao princípio.

O Fim e o Princípio de Wislawa Szymborska, tradução de Manuel António Pina. Homenagem à poetisa polaca Wislawa Szymborska, que morreu no passado dia 1.

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Alma Mater



Alma Mater – entre o espírito e a matéria
O coração do ilhéu é infinito na aspiração1


«“ Fez-se Luz” é a derradeira afirmação de uma espiritualidade na qual a simplicidade dos materiais é engrandecida pela arte de quem os trabalha, e cuja força é engrandecida pela arte de quem os trabalha, e cuja força não se pode ignorar porque está directamente ligada àquilo que mais intrinsecamente nos caracteriza como humanos.
As obras de Catarina Branco são, também, um apelo à contemplação contrariando a velocidade da vida contemporânea. Talvez isto se deva ao facto de serem intrinsecamente açorianas mas prontas para dar uma lição de esperança e alegria a toda a humanidade.»

Carla de Utra Mendes
in Fez-se Luz de Catarina Branco.

1 Torres, José, in AAVV, História
Dos Açores – Do Descobrimento ao séc. XX,
Instituto Açoriano de Cultura, 2008, p.11.