Realizado por Jean-Pirre Jeunet e protagonizado por Audrey Tautout no principal papel, o anúncio rodado em Paris e em Istambul, conta a história dos desencontros e das coincidências entre um homem e uma mulher que viajam num comboio nocturno e que se apaixonam perdidamente. Inebriado pelo aroma do perfume dela, a atracção vai crescendo pela noite fora, num clima de paixão aquecida pela mítica fragância. Ao chegarem ao seu destino voltam a desencontrar-se mas o acaso brinca com eles ao cruzarem-se ao longe. O filme publicitário do perfume Chanel nº5 culmina num reencontro romântico, e o casal pode finalmente celebrar a sua paixão.
Invisível, evanescente, impalpável, inebriante, o perfume e a arte tem elos com o divino.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O Perfume
domingo, 17 de maio de 2009
Kind of Blue
1959 foi um ano em cheio que funcionou como um preâmbulo para a década transcendente do Jazz; os anos 60. A eleição de John F. Kenendy e o fim do reinado republicano, ambiente propício a uma autêntica explosão de criatividade no jazz.
Comemora-se 50 anos dessas obras-primas inspiradoras, toda a escola Blue Note no seu esplendor mostrava a sua força e o génio das suas composições. Porém todo o destaque vai para o cinquentenário de “Kind of Blue”, de Miles Davis, com John Coltrane, Adderley e Bill Evans. Gravação histórica que marca a transição do Hard Bop para o Jazz Modal. Esta música nasceu numa época em que o movimento dos direitos civis e as raízes da negritude social, tinham repercussão no jazz. É agora possível comemorar este mítico encontro de mestres em 2009, ano da eleição do presidente democrata Obama. Espera-se ao som de “Kind of Blue” novamente um tempo de inspiração e criatividade nas artes.
Play it again Miles.
O Regresso

A primeira edição em inglês terá uma tiragem de 6,5 milhões de cópias, a maior primeira edição da história da Random House.
O escritor Dan Brown que está traduzido em 51 línguas a propósito do seu novo livro disse:
Espera-se para Outubro a edição portuguesa e deveria chamar-se “Para acabar com a Crise.”
sexta-feira, 15 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Espuma dos Dias

Aqui veremos Chloé morrer com o desgaste de um nenúfar nos pulmões e Colin arruinar-se para lhe comprar flores caríssimas, destinadas a combater o esplendor mortífero e solitário da sua doença que bem mais recorre à florista do que à farmácia.
Boris Vian nos cafés de Paris em Saint-Germain-des-Prés com Duke Ellington tocou e cantou Jazz, e no Le Procope encontrava-se com Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, marcando uma época. A sua vida jazzy durou como um sopro de um trompete, deixando-se de ouvir aos 39 anos.
“ Na vida, o essencial é fazerem-se juízos a priori sobre tudo. Com efeito as massas erram, como é evidente, e os indivíduos têm sempre razão. A tal respeito, é forçoso abstermo-nos de deduzir regras de conduta: para serem seguidas não devem ter necessidade de ser formuladas. Só existem duas coisas. O amor de todas as maneiras, com raparigas belas, e a música de Nova Orleães.”
sábado, 9 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O Planalto e a Estepe

Baseado em factos verídicos, mas ficcionados por Pepetela, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação prática. Amor, solidariedade, guerra numa viagem que liga um ponto perdido da África à Ásia, passando pela Europa e até Cuba.
Mas este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras.
Uma edição da Dom Quixote.
Pepetela nasceu em Benguela, Angola, em 1941, licenciou-se em sociologia, em Argel, durante o exílio. Foi guerrilheiro pelo MPLA, político e governante. Desde 1984 é professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda.
Destaque para a atribuição do Prémio Camões em (1997), confirmando a sua importância na literatura lusófona.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Segredos
Escritos Secretos (editado pela Bertrand) do irlandês de Sebastian Barry, finalista do Booker Prize no ano passado e igualmente vencedor do Costa Award, é daqueles romances cujas imagens ficarão no nosso consciente.Uma senhora de 100 anos, aprisionada há sessenta num hospital psiquiátrico por causa de uma vingança, começa a recapitular a sua vida na sangrenta Irlanda do século XX. Escondendo o que escreve debaixo das tábuas do soalho, enquanto que seu médico assistente responsável pela instituição, escreve diariamente o drama de ter de escolher os velhos que irá desalojar porque o hospício será demolido e o novo albergará muitos menos.
Ao contrário dos livros que nos fazem correr sofregamente até ao seu desfecho, este é daqueles onde se está por gosto, em cada frase e se deixe que cada página acrescente algo à nossa vida.

