quinta-feira, 5 de junho de 2008

Só Podia Ser Na Minha Terra


Os meus compadres são gente mesmo esperta. E esta hein?

Vários Sentidos


LUSOFONIA

" rapariga: s. f; de rapaz; mulher nova; moça; menina: (Brasil), meretriz.

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar o
atlântico para desembarcar no rio de Janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão."

Nuno Júdice
A matéria do poema

Todas as palavras que estão em minusculas, estão transcritas tal e qual, não é erro.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Saiu Ontem



Nº 2 da Revista Ler

terça-feira, 27 de maio de 2008

Novo Livro


A Editora Artes e Letras chancela da Livraria SolMar promove o lançamento do seu novo livro, O Carcereiro da Vila e outras estórias da autoria de Tomaz Borba Vieira, no próximo dia 31 de Maio pelas 18.00h no auditório da Câmara Municipal de Lagoa.
Trata-se de um livro de contos e desenhos em que o autor remete o leitor a reencontrar a arte de contar estórias, numa narrativa cuidada de casos e acasos, com um intenso cariz açoriano e ilustrados com profunda mestria.

Como diz o escritor Onésimo Teotónio de Almeida, a propósito deste livro:
“São narrativas cuidadas, cheias de informação, de atenção a pormenores psicológicos, além de com uma impecável atitude em relação a personagens saídas de meios simples, como são as freguesias da ilha. O narrador consegue mergulhar nelas e descobrir-lhes riquezas que passam ao lado de tanta gente.”

domingo, 25 de maio de 2008

CONVITE


O Presidente da Câmara Municipal de Lagoa e a Livraria SolMar têm o prazer de convidar V.ªEx.ª e família para o lançamento da obra Tomaz Borba Vieira, O Carcereiro da Vila e outras estórias edição Artes e Letras.
A sessão realizar-se-á no proximo dia 31 de Maio de 2008, pelas 18.00h no auditório da Câmara Municipal de Lagoa
A obra será apresentada por José Maria de França Machado.
Em simultâneo será inaugurada uma exposição de desenhos de Tomaz Borba Vieira cuja venda reverte na totalidade para o Lar da Mãe de Deus.

domingo, 18 de maio de 2008

Pensamentos Indiscretos

" Em literatura e em arte, é fácil os criadores medíocres tornarem-se também largamente apreciados, pois encontram sempre uma multidão de potenciais admiradores que não estão sequer à altura de tal mediocridade e cujos gostos ou curiosidades podem ser seduzidos. o êxito está muito longe de ser sinónimo de talento, excepto na discutível arte de dar nas vistas."

Considerações Sobre Literatura e Arte
Rui Valada

Feira do Livro de Lisboa


Tendo seguido atentamente pelos meios de comunicação todas as notícias sobre a Feira do Livro de Lisboa, isto só faz lembrar esta brincadeira:
Bem me quer, Mal me quer, Bem me quer, Mal me quer…………
Onde será que vai acabar a última pétala???
Vamos aguardar pois é tudo tão paupérrimo e triste, que não há pachorra para fazer comentários. Já para não falar do famoso Acordo Ortográfico.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

CONVITE


Lançamento na SolMar


José Manuel Motta de Sousa
Colectânea
Cronistas e Viajantes Secs. XVI - XIX
(1ª e 2ª Décadas)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Trabalho Do Pintor


“Fecho as pálpebras. Imagino que pego nos pincéis.
Anoitece. Dentro de mim tudo parece dobrar-se num torvelinho para o interior húmido da penumbra. Lá fora, as cidades fingem acender-se, ou incendeiam-se sem que eu dê por isso. Vestem-se como uma poalha de ouro, irreal, e queimam lentamente o último sono dos noctâmbulos. Fecho com mais força as pálpebras. E de noite da memória crescem, então, estas criaturas. Mostram-me os misteriosos rostos ainda sulcados de sono. Esboçam sorrisos ao canto dos lábios. Erguem-se, movem-se depois, com leveza etérea. Vão pela noite. Enleiam os corpos na trepidação da música, nos intermitentes brilhos das pistas de dança. Embriagam-se. Alucinam. Desgastam hoje o que a noite de ontem deixou que lhes sobejasse do corpo. Vibram, entre desejos de outro corpo e as súbitas derrotas do nocturno amor. Entre esperas quase desérticas e a sedução de um gesto inesperado. São criaturas nem tristes nem alegres. Vivas, apenas vivas e deambulam. Perdem o olhar por entre exíguos espaços de pele sob os dedos. Esperam talvez o amanhecer. Estáticos e sós, muito sós. Entram pela alba adentro de repente. Exaustos, perdidos. Abandonados oferecem-se, e adormecem… Abro os olhos e pinto. Trabalho até que a brancura lisa da tela, a pouco e pouco, cresça e alastre a imensa ausência….”

Al Berto
DISPERSOS