No mesmo dia abre as portas o novo Museu Magritte, que reúne a maior colecção de obras do mais destacado pintor surrealista belga.
Nos próximos dias todos os caminhos vão dar a Bruxelas. Que jeitinho dava ser Eurodeputado.
20 ANOS DA FUNDAÇÂO Jorge Colombo, ilustrador e designer português assina capa da New Yorker, utilizando uma aplicação de um telemóvel, em que o visor de transforma numa tela e o pincel é o dedo do utilizdor. As imagens digitais assemelham-se a uma pintura impressionista.
" Não os acho baratos, e sei das dificuldades financeiras que vivemos neste momento. Mas também sei que a lei do mercado mais não permite. Nunca ouço ninguém queixar-se do preço dos CDS, ou do preço do whisky ou da cerveja. E as livrarias fazem o que podem para facilitar a leitura de todos. Mesmo numa ilha como a nossa, existem as feiras do livro. A Livraria SolMar, poiso tradicional e acolhedor dos escritores açorianos, tem desde há semanas mesas e mesas cheias da melhor literatura nacional e mundial, em edições de grande prestígio, a preços bem acessíveis a quem tiver vontade de ler. Sei que as livrarias concorrentes fazem o mesmo, quando lhes é possível. Tenho uma sugestão para os meus colegas: no lançamento de livros, não ofereçam, e proíbam os editores de oferecer um só livro. Quem recebe são na maior das vezes quem os pode comprar, e deve comprar se quiser ler. Se as instituições públicas querem oferecer livros, mesmo na ausência de qualquer critério, que compensem devidamente os autores. Sendo mesmo um gesto meramente simbólico, valoriza o trabalho e talento de quem os escreve. Um jantar e um Porto não chegam. E quando subsidiam a publicação de um livro, não nos fazem favor nenhum, é a sua obrigação cívica motivar a publicação de bons livros, os arquivos da nossa memória colectiva. Os dinheiros são do erário público. Favorecer uns em detrimento de outros é pura e simplesmente um acto corrupto, logo condenável. Não digo que aconteça todos os dias, mas acontece mais do que deveria. Sei, como o sabem muitos outros escritores da nossa terra."

Realizado por Jean-Pirre Jeunet e protagonizado por Audrey Tautout no principal papel, o anúncio rodado em Paris e em Istambul, conta a história dos desencontros e das coincidências entre um homem e uma mulher que viajam num comboio nocturno e que se apaixonam perdidamente. Inebriado pelo aroma do perfume dela, a atracção vai crescendo pela noite fora, num clima de paixão aquecida pela mítica fragância. Ao chegarem ao seu destino voltam a desencontrar-se mas o acaso brinca com eles ao cruzarem-se ao longe. O filme publicitário do perfume Chanel nº5 culmina num reencontro romântico, e o casal pode finalmente celebrar a sua paixão.
Invisível, evanescente, impalpável, inebriante, o perfume e a arte tem elos com o divino.
1959 foi um ano em cheio que funcionou como um preâmbulo para a década transcendente do Jazz; os anos 60. A eleição de John F. Kenendy e o fim do reinado republicano, ambiente propício a uma autêntica explosão de criatividade no jazz.
Comemora-se 50 anos dessas obras-primas inspiradoras, toda a escola Blue Note no seu esplendor mostrava a sua força e o génio das suas composições. Porém todo o destaque vai para o cinquentenário de “Kind of Blue”, de Miles Davis, com John Coltrane, Adderley e Bill Evans. Gravação histórica que marca a transição do Hard Bop para o Jazz Modal. Esta música nasceu numa época em que o movimento dos direitos civis e as raízes da negritude social, tinham repercussão no jazz. É agora possível comemorar este mítico encontro de mestres em 2009, ano da eleição do presidente democrata Obama. Espera-se ao som de “Kind of Blue” novamente um tempo de inspiração e criatividade nas artes.
Play it again Miles.



Escritos Secretos (editado pela Bertrand) do irlandês de Sebastian Barry, finalista do Booker Prize no ano passado e igualmente vencedor do Costa Award, é daqueles romances cujas imagens ficarão no nosso consciente.