segunda-feira, 8 de março de 2010

O Formato Mulher

Ao longo dos últimos cem anos, deixou de ser exclusivo no palco da literatura portuguesa o protagonismo do “sujeito masculino que nos escreve”, para citar Eduardo Lourenço. Com rigor teórico, informação histórica minuciosa e por meio de uma série de leituras de textos de referência, O Formato Mulher (Angelus Novus) examina as circunstâncias e as consequências da emergência da autoria feminina no campo cultural da poesia portuguesa moderna, detendo-se nas grandes figuras que elege: Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Teresa Horta, Luiza Neto Jorge, Ana Luísa Amaral e Adília Lopes.
Anna M. Klobucka é professora no Departamento de Português da Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA), onde ensina principalmente literatura portuguesa.


Eu não sou a que aparece
Eu sou a que me inventei

Sou sem ninguém
Ébria de escrita
Vou renascer do meu fim

Inclina-te a mim
Tenho asas

Ana Hathererly, “Asas”, in A Sophia. Homenagem a Sophia de Mello Breyner
Andresen (2007)


Storytailors


João Branco e Luís Sanchez a dupla de estilistas Storytailors, espalham magia com as suas criações, inspiradas em histórias fantasiosas e recheadas de referências, que vão desde historias tradicionais a contos de fadas, ganharam rapidamente um lugar no mundo da Alta Costura. A assinatura dos designers, é conhecida pelos seus corpetes, volumetria, vestidos encorpados, folhos, e os vestidos de noiva de sonho, que nos remete a um mundo esplendoroso e único, sendo um reflexo da evolução da própria sociedade.
É caso para dizer que se um livro nos conta uma história, um vestido também o pode fazer.

domingo, 7 de março de 2010

Pública



Histórias de Alexandre Andrade, Frederico Lourenço, Gonçalo M.Tavares, Hélia Correia, José Eduardo Agualusa, Maria Velho da Costa, Mário de Carvalho, Miguel Esteves Cardoso, Pedro Rosa Mendes, Rui Cardosos Martins.

Dez Contos para um número Especial Aniversário, da Revista Pública

mercearia

"Numa mercearia, lá atrás, um poster de Marilyn Monroe.
Depois vemos a mercearia. Os alimentos mal arrumados, a sujidade no balcão e em várias prateleiras.
Depois vemos o casal que trabalha na mercearia, provavelmente os seus donos. São feios, terrivelmente feios. Os dois.
Lá atrás, o poster de Marilyn Monroe"


Gonçalo M. Tavares.

sábado, 6 de março de 2010

Ler Ouvir Ver

LER
Enquanto o frio convida, recomendo um par de livros para ler em casa. Destaco primeiro
O Terceiro Reich (Quetzal) de Roberto Bolano, personagens peculiares e um sem-fim de referências literárias, que darão muito gozo ao leitor. O autor do 2666, oferece-nos uma autêntica sinfonia de literatura, política, divertimento surreal, absurdo. Gozo puro. Do John Le Carré recomendo A Gente de Smiley( D. Quixote), uma reedição da que é talvez a melhor obra do escritor inglês. Brilhante, um grande talento para enredar os leitores, o prazer das suas histórias segue o mesmo caminho denso e sombrio que as suas personagens, George Smiley, já na reforma, é convocado para o serviço activo, mas apenas para enterrar o caso, e não para o solucionar.

OUVIR
Estou cheio de vontade de ouvir o novo álbum dos Gorillaz. Damom Albarn, prometeu o disco mais pop que alguma vez criou. De resto é olhar para os convidados: Snoop Dogg, Kano, De La Soul, Lou Reed, entre muitos outros. Uma autêntica constelação a acompanhar a banda virtual, "Plastic Beach" de seu nome, será inovador, mais do mesmo ou simplesmente frustrante, é ouvir senhores.
O trio de Bernardo Sassetti está de volta, nos palcos e com álbum novo, como admirador já sentia falta do formato, com Carlos Barreto no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria, três músicos de grande qualidade que se complementam. A edição de "Motion", vai nos dar certamente boa música, e revelar-nos um Sassetti realizador.


VER
A expectativa é elevada, chegou o filme mais esperado do ano , "Alice no País das Maravilhas" de Tim Burton, um realizador cujo trabalho tenho vindo a seguir e, pelas imagens do trailer, está patente todo o sentido de estética que faz de Burton um cineasta singular. Pena é que não temos direito aos óculos de sol do 3D.
And The Winner Is, na madrugada de segunda, cafeína suficiente, para assistir às escolhas da Academia e confirmar as apostas, com a curiosidade de este ano a escolha ser alargada a dez filmes. O meu favorito, é Estado de Guerra da Kathryn Bigelow, que comparado com Avatar do ex-cônjuge, James Cameron leva as estatuetas douradas todas para casa, excepto nas categorias técnicas. Bons Óscares .

Central de Camionagem

sexta-feira, 5 de março de 2010

A Ministra e o Massacre


«A destruição de milhares de livros pelas editoras portuguesas é “um massacre” que deve ser resolvido a curto prazo. Esta é a reacção de Grabriela Canavilhas, ministra da cultura, que perante as notícias de que o Grupo Leya destruiu dezenas de milhares de livros antigos de autores como Jorge de Sena, Vasco Graça Moura ou Eugénio de Andrade.
“O Ministério da Cultura irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar a destruição de livros, que afinal, é uma prática regular e generalizada”, afirmou ao jornal i ontem à noite.»





Quando as Editoras Destroem Livros

“As mesmas editoras dedicadas a defender a leitura e os livros vêem-se obrigadas a destruir numerosos exemplares usando-os como pasta de papel ou queimando-os. Esta prática editorial, condena todos os livros invendáveis, os livros com erratas e os textos desactualizados. Os manuais escolares e científicos são postos de lado tão facilmente como as teorias ou dados que os sustentavam.
Os worst sellers são os livros nunca comprados e finalmente deteriorados: quase sempre passam para as mãos de uma equipa de produção que procura um rápido final para eles.
Em determinados casos, as editoras procuram manter em segredo esta informação porque há autores cujos níveis de venda não são o que declaram.”

História Universal da Destruição dos Livros de Fernando Báez, Texto Editora, Grupo Leya.


História Universal da Destruição dos Livros é um relato lúcido e devastador do crime perpetrado contra a memória da humanidade que descansa nos livros. Desde a Antiguidade Grega até ao mundo islâmico, desde os códices pré-hispânicos perdidos no fogo durante a época colonial ou destruição nazi de milhares de livros judaicos até às situações actuais de censura em países de censura em países como Cuba e China.
O autor interroga-se sobre a razão de ser deste empenho em assassinar a memória escrita, para encontrar uma resposta, Fernando Báez recorre a diversos momentos da história, cuja desafortunada pedra de toque tem sido a destruição dos livros, sempre em nome de diversas consignas: raciais, sexuais, culturais, políticas ou económicas.
Certamente da proxima vez que olhar para os livros num escaparate de uma livraria, irá vê-los com outros olhos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Detalhes


Quais são os pormenores? Qual é a intriga? O que se passa no capítulo X ou Y?
Alguns leitores têm a capacidade para memorizar todos estes detalhes. Mas para honrar uma obra, há outra forma, pelo menos mais amorosa, uma impressão do conjunto, de estilo e de ritmo, esta é a carcterística profunda, que marca um livro e que o carimba com o selo da sua originalidade, a do espírito que se liberta, depois de cada leitura.

segunda-feira, 1 de março de 2010

200 Anos de Chopin

Georg Sand e Chopin, rostos da tela Delacroix

Frédéric Chopin, em 1838, iniciou uma relação íntima com George Sand, seis anos mais velha do que ele, divorciada e mãe de dois filhos, pouco convencional e escritora de muito êxito. A seu lado, encontrou o que procurara desde a sua partida da Polónia: o carinho e calor do lar. Chopin e Sand passaram juntos o inverno de 1838-1839 em Maiorca, numa antiga Cartuxa Valldemossa, onde a saúde do compositor piorou sensivelmente. Após uma curta convalescença em Marselha, passou todos os Verões na residência familiar de Sand, em Nohant, até 1846; este foi, sem dúvida, o período mais feliz e produtivo da sua vida. Sand e Chopin nunca se casaram, mas recebiam tratamento de casal oficial nos círculos que frequentavam em Paris e partilhavam inúmeras amizades, como Eugène Delacroix.



Em 2000 Yundi tornou-se, aos 18 anos, o mais jovem vencedor de sempre do prestigiado Concurso Internacional Chopin Varsóvia.
O chinês alcaçou rapidamente o estatuto de super-estrela à escala global.

As Praias de Àgnes

Hoje no 9500 Cineclube pelas 21.30H