Os Açores têm condições para ser uma referência no campo do turismo cultural. Têm um património histórico único, uma literatura, e uma forte e nova geração de criadores nas mais diversas áreas da cultura. O contexto perfeito para o cruzamento entre história, património e cultura contemporânea. Ou seja, a cultura é algo de transversal e deve ser objecto de uma conjugação de esforços que una Governo Regional, autarquias e sociedade civil. Uma visão integradora da cultura, criando sinergias ao serviço do desenvolvimento sustentável da nossa Região. Infelizmente o que assistimos é a real possibilidade de aniquilamento daquilo que levou séculos a ser construído; revitalizações apressadas de centros históricos, hostilidades políticas que levam a duplicar projectos (como é o caso dos centros de arte contemporânea) e autenticas aberrações arquitectónicas. Deixar-nos cair no disparate de não respeitar a preservação da atmosfera própria de um sítio, que o torna único e irrepetível. Temos que criar um modelo diferenciado e sustentável, em paralelo com uma hotelaria cada vez mais qualificada, o turismo cultural pode constituir uma mais-valia única no âmbito da nossa estruturação económica e social
Há aqui futuro, haja vontade e inteligência política.




