sábado, 12 de outubro de 2013

Uma Família Açoriana



Trata-se de uma série de época que ao longo de 8 episódios nos irá retratar o percurso de uma família abastada de São Miguel na segunda metade do Sec. XIX.

Na beleza avassaladora das "ilhas Encantadas", nos Açores do Sec. XIX, nasce no seio de uma família modesta Vasco Falcão, que cedo se torna num próspero homem de negócios, sempre disposto a lutar contra os preconceitos e conservadorismos em busca de uma sociedade perfeita baseada na harmonia do Homem com a Natureza.

Um visionário genial, um lutador inflexível. Teve vitórias e derrotas, foi amado e odiado, foi pecador e santo, foi…humano. Por isso um dia percebeu que tinha conseguido tudo na vida….Tudo menos uma família!

Baseia-se no livro de Maria Filomena Mónica "Os Cantos" e num pré-guião de Maria Filomena Mónica e António Barreto, sendo o guião final da autoria de João Nunes.

Com Nicolau Breyner, Maria João Luís, Duarte Guimarães, Catarina Wallestein, Nuno Gil, Maria Leite e Manuel Wiborg.

Estreia dia 13 Outubro na RTP.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

13 Setembro - 90º Aniversário Nascimento de Natália Correia.




«Espáduas brancas palpitantes:
 
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.»
Natália Correia, Auto-retrato, in Antologia Poética, (organização, selecção e prefácio de Fernando Pinto do Amaral) DQ 2013
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Arquitectura da Felicidade



Alain de Botton já escreveu sobre o amor, a viagem, o status e como a filosofia nos pode consolar. Agora chama a nossa atenção para um dos nossos mais intensos e esquecidos amores: o das nossas casas e respectivas decorações. De Botton pergunta:
- O que faz verdadeiramente uma casa ser bonita? - Porque existem tantas casas feias? - Porque discutimos tão amargamente sobre sofás e quadros – e podem as diferenças de gosto alguma vez ser satisfatoriamente resolvidas? - Poderá o minimalismo fazer-nos mais felizes que os enfeites?

"A Arquitectura da Felicidade", Alain de Botton, D. Quixote, 2013.

domingo, 30 de junho de 2013

Quando os Bobos Uivam




A Livraria SolMar e o Hotel do Colégio, convidam para a apresentação do novo livro de Onésimo Teotónio Almeida "Quando os Bobos Uivam" ,no próximo dia 25 de Julho, pelas 19 horas. A apresentação da obra estará a cargo de Vamberto Freitas.
Fogo, espionagem e outros mistérios q.b. são alguns dos ingredientes do novo livro do grande contador de estórias que é Onésimo T. Almeida. E também há presidentes e ex-presidentes da República, poetas, escritores e pensadores, tudo entretecido em conversas com textos clássicos e reflexões oportunas. “Quando os Bobos Uivam “compõe-se de quatro estórias mirabolantes de realismo magicamente real a demonstrar que a arte, muitas vezes, não vai além da imagem pálida que a vida é capaz de inventar.
"Quando os Bobos Uivam" de Onésimo Teotónio de Almeida, Ed, Clube do Autor, 2013.


 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Estranho Dever


"Desta vez fui ao lançamento de um livro, o de Mário Mesquita, “O estranho dever do cepticismo”. Porque sou sua amiga? Não, porque tenho admiração e respeito pela sua escrita e coerência de vida.
Muitos destes textos, li-os na altura e apercebi-me do trabalho que lhe davam. Cada linha tinha reflexão, cada assunto, profundidade. Aprende-se sempre qualquer coisa, sobretudo para alguém como eu, mais virada para a espuma da conjuntura. Muito do seu estranho dever de cepticismo era, afinal, como agora se vê, a lucidez de quem se distanciava para melhor compreender.
Avesso a mediatismos, não ficou pela reflexão, mas teve acção, como quando foi director do “Diário de Noticias” e, depois, do “Diário de Lisboa”, ou quando foi um dos fundadores do Partido Socialista, antes do 25 de Abril.
 A sua opinião certeira, o seu humor irónico e tolerante têm- -me sido muito benéficos. Quando ouvia as intervenções sobre o seu livro, e por causa do “Diário de Lisboa”, lembrei-me de que tive directores como Piteira Santos ou Cardoso Pires, colegas como Sttau Monteiro ou Assis Pacheco. Ele e estes puseram-me a fasquia tão alta que, até agora, só tenho tentado criar balanço.
Quem não leu os textos então, aprenderá alguma coisa que não vem no Google. Numa altura em que somos inundados de “livrinhos” e intelectuais fast- -food, vamos aguardar mais textos de Mário Mesquita.
 Nem ele sonha que estou a escrever sobre o seu livro. Tentei… porque senti esse estranho dever."
Fernanda Mestrinho,  Jornalista/advogada
publicado em 16 Mar 2013 – jornal “I”

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ler o "Estranho Dever do Cepticismo".





           "Vê-se através destas páginas de argumento largo, lento, irónico, e até de onde em onde mordaz,  que  Mário Mesquita foi capaz de radiografar a civilização em que vivemos, e o momento político que nos condiciona. Lendo ou relendo estas páginas, percebe-se que Mário Mesquita viu o fantasma vir a caminho, vislumbrou-lhe as roupas e pressentiu-lhe as passadas. Mas não sabia, não podia saber,  que à nossa debilidade hereditária  iria  juntar-se a mudança profunda que está  a alterar a relação entre os  países, e o modo como os outros nos encaram.  

Publicados agora,  estes comentários são um  livro branco sobre o nosso estado de alma. Lido como deve ser, ele  não só ajuda a redigir  a  nossa  memória  coletiva próxima  como  constitui  um desafio  para a criação de um novo documento cívico  de que estamos carenciados. Ou por outras palavras, O Estranho Dever do Ceticismo não contém uma visão metafísica nem teleológica da história. Não precisa.  O seu território de crença é bem outro.  A nós, leitores, basta-nos compreender que um estranho desejo  de que se erga  uma nova  fraternidade atravessa as suas páginas e esse é um estímulo poderoso para intelectualmente não nos sentirmos sós."


Lídia Jorge, prefácio do livro " Estranho Dever do Cepticismo", de Mário Mesquita


 


           

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Recordação Saudosa


Na abertura da Livraria SolMar, José Garcia, Mário Machado, Daniel de Sá, António Lobo Antunes, José Carlos Frias, Ferreira Pinto, Albano Pimentel, 1991.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Descoberta do Mundo


" Meu pai acreditava que não se devia tomar logo banho de água doce: o mar devia ficar na nossa pele por algumas horas. Era contra a minha vontade que eu tomava um chuveiro que me deixava límpida e sem o mar.
A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar?
Nunca mais?
Nunca mais.
Nunca."

Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo, Ed. Relógio D'Água, 2013.

«(Nos seus textos jornalísticos) Clarice não abandonou completamente muitos dos seus velhos temas metafísicos, mas também escrevia crónicas sobre a sua vida como mãe e dona de casa, em termos abertamente pessoais." Acho que se escrever sobre o problema da superprodução do café do Brasil terminarei sendo pessoal", disse ela numa das colunas. Escrevia acerca dos filhos, dos amigos, das empregadas, da sua infância, das viagens, de tal forma que A Descoberta do Mundo, uma colectânea com os artigos que escreveu nas suas colunas, publicada postumamente, pode considerar-se quase uma autobiografia.»

Benjamim Moser, em Clarice Lispector, Uma Vida.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Outros Nomes, Outras Guerras

                                                                     Os Emigrantes, Domingos Rebelo



 
Domingos Rebelo emigrando-se

 
Ao Eduardo Bettencourt Pinto
Ao Emanuel Jorge Botelho

 

Estaria ausente o pintor quando
no cais antigo as mulheres
desembarcavam os maridos os baús
e as crianças? Talvez não o saibamos
unca, mas alguém nos dirá o que olham
estes olhos distantes
e perdidos mesmo antes de partidos? Janelas
de Ponta Delgada, que horizontes vos não fixam
e se vos negam?
De certo ou seguro quase apenas a demora
do gesto em suspensão, a quietude
prolongando a inadiável partida pré-
-sentida já nos objectos que, fragmentando-se, da tela
se ausentam, se desagregam: destroços, pois,
ou resíduos com que almas e corpos
se alinhavam e costuram, matéria demais para a exígua
saca de retalhos anterior a circunstanciais
modismos de patchwork – oh como estes nomes desnomeiam
a pensada emoção das coisas!
Mas se não estava ausente o pintor
já por certo se lhe repartia o corpo
entre a ilha e a viagem – metáfora por ele inscrita
nos inversos corações sobre a viola que não tocará
esta mulher sentada e fixando-nos para lá do lenço
e do silêncio: só ela dirá da solidão
a que o pintor se rendia
quando, ao fim dos trabalhos, do porto se apartava
e da tela.

 
Urbano Bettencourt, Outros Nomes, Outras Guerras.
Lançamento dia 16 Maio, 20.30horas, na Livraria SolMar.