quinta-feira, 1 de agosto de 2013
A Arquitectura da Felicidade
Alain de Botton já escreveu sobre o amor, a viagem, o status e como a filosofia nos pode consolar. Agora chama a nossa atenção para um dos nossos mais intensos e esquecidos amores: o das nossas casas e respectivas decorações. De Botton pergunta:
- O que faz verdadeiramente uma casa ser bonita? - Porque existem tantas casas feias? - Porque discutimos tão amargamente sobre sofás e quadros – e podem as diferenças de gosto alguma vez ser satisfatoriamente resolvidas? - Poderá o minimalismo fazer-nos mais felizes que os enfeites?
"A Arquitectura da Felicidade", Alain de Botton, D. Quixote, 2013.
domingo, 30 de junho de 2013
Quando os Bobos Uivam
A Livraria
SolMar e o Hotel do Colégio, convidam para a apresentação do novo livro de
Onésimo Teotónio Almeida "Quando os Bobos Uivam" ,no próximo dia 25
de Julho, pelas 19 horas. A apresentação da obra estará a cargo de Vamberto
Freitas.
Fogo, espionagem e outros mistérios q.b. são alguns dos
ingredientes do novo livro do grande contador de estórias que é Onésimo T.
Almeida. E também há presidentes e ex-presidentes da República, poetas,
escritores e pensadores, tudo entretecido em conversas com textos clássicos e
reflexões oportunas. “Quando os Bobos Uivam “compõe-se de quatro estórias
mirabolantes de realismo magicamente real a demonstrar que a arte, muitas
vezes, não vai além da imagem pálida que a vida é capaz de inventar.
"Quando os Bobos Uivam"
de Onésimo Teotónio de Almeida, Ed, Clube do Autor, 2013.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Estranho Dever
"Desta vez fui ao lançamento de um livro, o de Mário
Mesquita, “O estranho dever do cepticismo”. Porque sou sua amiga? Não, porque
tenho admiração e respeito pela sua escrita e coerência de vida.
Muitos destes textos, li-os na altura e apercebi-me do
trabalho que lhe davam. Cada linha tinha reflexão, cada assunto, profundidade.
Aprende-se sempre qualquer coisa, sobretudo para alguém como eu, mais virada
para a espuma da conjuntura. Muito do seu estranho dever de cepticismo era,
afinal, como agora se vê, a lucidez de quem se distanciava para melhor
compreender.
Avesso a mediatismos, não ficou pela reflexão, mas teve
acção, como quando foi director do “Diário de Noticias” e, depois, do “Diário
de Lisboa”, ou quando foi um dos fundadores do Partido Socialista, antes do 25
de Abril.
Quem não leu os textos então, aprenderá alguma coisa que não
vem no Google. Numa altura em que somos inundados de “livrinhos” e intelectuais
fast- -food, vamos aguardar mais textos de Mário Mesquita.
publicado em 16 Mar 2013 – jornal “I”
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Ler o "Estranho Dever do Cepticismo".
Publicados agora, estes comentários são um
livro branco sobre o nosso estado de alma. Lido como deve ser, ele não só ajuda a redigir
a nossa memória
coletiva próxima
como constitui um desafio
para a criação de um novo documento cívico de que estamos
carenciados. Ou por outras palavras, “O Estranho Dever do Ceticismo” não contém uma visão metafísica nem teleológica da história. Não precisa.
O seu território de crença é bem outro.
A nós, leitores, basta-nos compreender que um
estranho desejo de que se erga uma nova
fraternidade atravessa as suas páginas e esse é um estímulo poderoso para intelectualmente não nos sentirmos sós."
Lídia Jorge, prefácio do livro " Estranho Dever do Cepticismo", de Mário Mesquita
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Recordação Saudosa
Na abertura da Livraria SolMar, José Garcia, Mário Machado, Daniel de Sá, António Lobo Antunes, José Carlos Frias, Ferreira Pinto, Albano Pimentel, 1991.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A Descoberta do Mundo
" Meu pai acreditava que não se devia tomar logo banho de água doce: o mar devia ficar na nossa pele por algumas horas. Era contra a minha vontade que eu tomava um chuveiro que me deixava límpida e sem o mar.
A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar?
Nunca mais?
Nunca mais.
Nunca."
Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo, Ed. Relógio D'Água, 2013.
«(Nos seus textos jornalísticos) Clarice não abandonou completamente muitos dos seus velhos temas metafísicos, mas também escrevia crónicas sobre a sua vida como mãe e dona de casa, em termos abertamente pessoais." Acho que se escrever sobre o problema da superprodução do café do Brasil terminarei sendo pessoal", disse ela numa das colunas. Escrevia acerca dos filhos, dos amigos, das empregadas, da sua infância, das viagens, de tal forma que A Descoberta do Mundo, uma colectânea com os artigos que escreveu nas suas colunas, publicada postumamente, pode considerar-se quase uma autobiografia.»
Benjamim Moser, em Clarice Lispector, Uma Vida.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Outros Nomes, Outras Guerras
Os Emigrantes, Domingos Rebelo
Domingos
Rebelo emigrando-se
Ao Eduardo
Bettencourt Pinto
Ao Emanuel Jorge Botelho
desembarcavam os maridos os baús
e as crianças? Talvez não o saibamos
unca, mas alguém nos dirá o que olham
estes olhos distantes
e perdidos mesmo antes de partidos? Janelas
de Ponta Delgada, que horizontes vos não fixam
e se vos negam?
De certo ou seguro quase apenas a demora
do gesto em suspensão, a quietude
prolongando a inadiável partida pré-
-sentida já nos objectos que, fragmentando-se, da tela
se ausentam, se desagregam: destroços, pois,
ou resíduos com que almas e corpos
se alinhavam e costuram, matéria demais para a exígua
saca de retalhos anterior a circunstanciais
modismos de patchwork – oh como estes nomes desnomeiam
a pensada emoção das coisas!
Mas se não estava ausente o pintor
já por certo se lhe repartia o corpo
entre a ilha e a viagem – metáfora por ele inscrita
nos inversos corações sobre a viola que não tocará
esta mulher sentada e fixando-nos para lá do lenço
e do silêncio: só ela dirá da solidão
a que o pintor se rendia
quando, ao fim dos trabalhos, do porto se apartava
e da tela.
Urbano
Bettencourt, Outros Nomes, Outras Guerras.
Lançamento dia 16 Maio, 20.30horas, na Livraria SolMar.
Ao Emanuel Jorge Botelho
Estaria
ausente o pintor quando
no cais antigo as mulheres desembarcavam os maridos os baús
e as crianças? Talvez não o saibamos
unca, mas alguém nos dirá o que olham
estes olhos distantes
e perdidos mesmo antes de partidos? Janelas
de Ponta Delgada, que horizontes vos não fixam
e se vos negam?
De certo ou seguro quase apenas a demora
do gesto em suspensão, a quietude
prolongando a inadiável partida pré-
-sentida já nos objectos que, fragmentando-se, da tela
se ausentam, se desagregam: destroços, pois,
ou resíduos com que almas e corpos
se alinhavam e costuram, matéria demais para a exígua
saca de retalhos anterior a circunstanciais
modismos de patchwork – oh como estes nomes desnomeiam
a pensada emoção das coisas!
Mas se não estava ausente o pintor
já por certo se lhe repartia o corpo
entre a ilha e a viagem – metáfora por ele inscrita
nos inversos corações sobre a viola que não tocará
esta mulher sentada e fixando-nos para lá do lenço
e do silêncio: só ela dirá da solidão
a que o pintor se rendia
quando, ao fim dos trabalhos, do porto se apartava
e da tela.
Lançamento dia 16 Maio, 20.30horas, na Livraria SolMar.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Outros Nomes Outras Guerras
O presente volume contém uma selecção de poemas que vêm desde o seu primeiro livro, Raiz de Mágoa (1972) até ao recente África Frente e Verso, e inclui ainda uma breve sequência de inéditos.
A poesia de Urbano Bettencourt requer o nosso reencontro de tempos a tempos, uma sucessão de olhares e pensamentos. Não se trata tanto aqui de uma poesia de conceitos ou ideias, mas sim uma ideia ou conceito de poesia onde tudo cabe ou tudo poderá ser sugerido e insinuado, onde o melhor da nossa tradição literária converge para que possamos redefinir constantemente quem somos e de onde vimos.
Vamberto Freitas ( Prefácio)
outros nomes outras guerras, de Urbano Bettencourt, ed. Companhia das Ilhas, 2013.






