sexta-feira, 3 de maio de 2013

Outros Nomes Outras Guerras



O presente volume contém uma selecção de poemas que vêm desde o seu primeiro livro, Raiz de Mágoa (1972) até ao recente África Frente e Verso, e inclui ainda uma breve sequência de inéditos.
A poesia de Urbano Bettencourt requer o nosso reencontro de tempos a tempos, uma sucessão de olhares e pensamentos. Não se trata tanto aqui de uma poesia de conceitos ou ideias, mas sim uma ideia ou conceito de poesia onde tudo cabe ou tudo poderá ser sugerido e insinuado, onde o melhor da nossa tradição literária converge para que possamos redefinir constantemente quem somos e de onde vimos.

Vamberto Freitas ( Prefácio)

outros nomes outras guerras, de Urbano Bettencourt, ed. Companhia das Ilhas, 2013.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eduardo Paz Ferreira




"Se não houver uma inversão do sentido da marcha, os anos que se seguirão continuarão a ser de chumbo. E de um chumbo cada vez mais pesado. Mas quero acreditar que está nas nossas mãos conseguir alternativas à continuação destes anos. Os próximos tempos são necessariamente de alteração na situação política e das condições económicas. O preço que se vai pagar é muito alto. Não serão dias fáceis, mas, se conseguirmos dar alguma esperança às pessoas, mostrando que esta situação se está a dissipar, já é positivo."

Eduardo Paz Ferreira, (In) Jornal i, 25 de Abril, 2013.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Crónicas de Anos de Chumbo 2008 - 2013




"Este livro é uma forma de presença, de presença crítica, impaciente. Navegar é preciso. Mas viver também é preciso. Nada do que se passa em Portugal, e na Europa e no mundo, é indiferente ao olhar do Prof. Paz Ferreira, ao seu olhar intelectual, profundo e intenso, de uma densidade que tem a marca do compromisso, da responsabilidade, que tem a marca de uma acção cada vez mais urgente."

Sampaio da Nóvoa ( Reitor da UL)

Crónicas de Anos de Chumbo 2008 - 2013, de Eduardo Paz Ferreira, Edições 70.

Lançamento - 25 Abril, 21h
Livraria SolMar - Sala 2 CineSolmar.

Convite


sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Imaginário



“Mas o bom romance fica, e para sempre.
 Não esperem, pois, que seja uma universidade ou um grupo de críticos a virem confirmar que na literatura de autores açorianos estão outros mundos, estética e tematicamente belos, para nós já apreendidos numa primeira leitura atenta.
Confiem, sim, nas vossas intuições, e sabedoria pessoal e na vossa experiência de vida e capacidade intelectual. Quanto a mim, a literatura açoriana define e restitui-nos a voz que a história e a política, durante séculos, nos tentou negar.”

Vamberto Freitas, O Imaginário dos Escritores Açorianos, 2ª edição, Letras Lavadas Edições.

LANÇAMENTO - DIA 20 DE ABRIL - 18H - LIVRARIA SOLMAR - 2013.

sábado, 6 de abril de 2013

FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar



FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar.

Os meses de Abril e Maio vão ser, de facto, uma inigualável Festa do Livro na Livraria SolMar, aqui em Ponta Delgada, dando assim continuidade a uma obra que já conta com 22 anos de actividade em prol do livro e das artes em geral no nosso arquipélago. Entre lançamentos e Feira do Livro, a Livraria SolMar vai juntar estes dois meses algumas das figuras nac...ionais e regionais conhecidas no campo da literatura, jornalismo, política e até finanças, e em cujas sessões a assistência tanto ouvirá discursos sobre estes temas, como poderá ainda participar em diálogos com todos os convidados em cada sessão. Ficam aqui só alguns nomes: Eduardo Paz Ferreira, Mário Mesquita, Vamberto Freitas, João de Melo, Urbano Bettencourt, Paulo Meneses, Carlos Cordeiro, Bastos e Silva, Duarte Melo, Carlos César e Álamo Oliveira.
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

22 Anos da SolMar




Hoje comemoramos 22 Anos de existência.
A história da livraria SolMar Artes e Letras, foi feita de determinação, teimosia, dedicação, gratidão, e AMOR AOS LIVROS. Agradecemos a todos os escritores, editores, e amigos desta livraria, que até hoje contribuíram para que este espaço existisse. Aos livros, à literatura, e a todos os que não sabem viver ser ler, o nosso sincero obrigado.

 José Carlos Frias.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Estranho Dever Do Cepticismo




«O céptico, ao contrário do que é voz corrente, não é o que não crê em nada, é antes aquele que pergunta e encontra através da interrogação (...). O céptico dos cafés desfaz de tudo, incluindo da possibilidade de conhecimento, enquanto o céptico filosófico constrói um mundo e o seu processo de demonstração por tentativas costuma ser ao mesmo tempo exigente, subtil e delicado. Ora um dos principais objectivos deste livro consiste em tentar mostrar a complexidade de que se reveste a realidade e a forma como, para além da primeira aparência, novas evidências surgem em torno dos acontecimentos públicos, dos factos históricos e dos seus intérpretes (…).
Outra razão para a sensação de proximidade com os textos provém sem dúvida da própria contemporaneidade dos factos a que alude (…). Mário Mesquita examina-os com uma paixão escondida, uma tenacidade própria dos lutadores intelectuais que cedo se impuseram a si mesmos raramente dizer eu, a não ser em termos de testemunha ou sujeito de pensamento. (…) Podemos ir de novo ao encontro das imagens da queda do Muro de Berlim, reviver o optimismo dos anos 90 a empurrar as velas enfunadas da Europa de então, reconstituir o arco de triunfo erguido ao modelo da economia de mercado, observar como os Cinco Continentes se transformaram numa pangeia do capitalismo sustentado pela globalização, podemos recordar como o sistema bancário nos proporcionou viver no futuro, ou ainda examinar como no meio de uma espécie de esperança total na virtude do ideal democrático, se popularizou a ideia do fim da história.»
Lídia Jorge, do Prefácio

O Estranho Dever Do Cepticismo, Mário Mesquita, Tinta da China, 2013.