sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eduardo Paz Ferreira




"Se não houver uma inversão do sentido da marcha, os anos que se seguirão continuarão a ser de chumbo. E de um chumbo cada vez mais pesado. Mas quero acreditar que está nas nossas mãos conseguir alternativas à continuação destes anos. Os próximos tempos são necessariamente de alteração na situação política e das condições económicas. O preço que se vai pagar é muito alto. Não serão dias fáceis, mas, se conseguirmos dar alguma esperança às pessoas, mostrando que esta situação se está a dissipar, já é positivo."

Eduardo Paz Ferreira, (In) Jornal i, 25 de Abril, 2013.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Crónicas de Anos de Chumbo 2008 - 2013




"Este livro é uma forma de presença, de presença crítica, impaciente. Navegar é preciso. Mas viver também é preciso. Nada do que se passa em Portugal, e na Europa e no mundo, é indiferente ao olhar do Prof. Paz Ferreira, ao seu olhar intelectual, profundo e intenso, de uma densidade que tem a marca do compromisso, da responsabilidade, que tem a marca de uma acção cada vez mais urgente."

Sampaio da Nóvoa ( Reitor da UL)

Crónicas de Anos de Chumbo 2008 - 2013, de Eduardo Paz Ferreira, Edições 70.

Lançamento - 25 Abril, 21h
Livraria SolMar - Sala 2 CineSolmar.

Convite


sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Imaginário



“Mas o bom romance fica, e para sempre.
 Não esperem, pois, que seja uma universidade ou um grupo de críticos a virem confirmar que na literatura de autores açorianos estão outros mundos, estética e tematicamente belos, para nós já apreendidos numa primeira leitura atenta.
Confiem, sim, nas vossas intuições, e sabedoria pessoal e na vossa experiência de vida e capacidade intelectual. Quanto a mim, a literatura açoriana define e restitui-nos a voz que a história e a política, durante séculos, nos tentou negar.”

Vamberto Freitas, O Imaginário dos Escritores Açorianos, 2ª edição, Letras Lavadas Edições.

LANÇAMENTO - DIA 20 DE ABRIL - 18H - LIVRARIA SOLMAR - 2013.

sábado, 6 de abril de 2013

FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar



FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar.

Os meses de Abril e Maio vão ser, de facto, uma inigualável Festa do Livro na Livraria SolMar, aqui em Ponta Delgada, dando assim continuidade a uma obra que já conta com 22 anos de actividade em prol do livro e das artes em geral no nosso arquipélago. Entre lançamentos e Feira do Livro, a Livraria SolMar vai juntar estes dois meses algumas das figuras nac...ionais e regionais conhecidas no campo da literatura, jornalismo, política e até finanças, e em cujas sessões a assistência tanto ouvirá discursos sobre estes temas, como poderá ainda participar em diálogos com todos os convidados em cada sessão. Ficam aqui só alguns nomes: Eduardo Paz Ferreira, Mário Mesquita, Vamberto Freitas, João de Melo, Urbano Bettencourt, Paulo Meneses, Carlos Cordeiro, Bastos e Silva, Duarte Melo, Carlos César e Álamo Oliveira.
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

22 Anos da SolMar




Hoje comemoramos 22 Anos de existência.
A história da livraria SolMar Artes e Letras, foi feita de determinação, teimosia, dedicação, gratidão, e AMOR AOS LIVROS. Agradecemos a todos os escritores, editores, e amigos desta livraria, que até hoje contribuíram para que este espaço existisse. Aos livros, à literatura, e a todos os que não sabem viver ser ler, o nosso sincero obrigado.

 José Carlos Frias.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Estranho Dever Do Cepticismo




«O céptico, ao contrário do que é voz corrente, não é o que não crê em nada, é antes aquele que pergunta e encontra através da interrogação (...). O céptico dos cafés desfaz de tudo, incluindo da possibilidade de conhecimento, enquanto o céptico filosófico constrói um mundo e o seu processo de demonstração por tentativas costuma ser ao mesmo tempo exigente, subtil e delicado. Ora um dos principais objectivos deste livro consiste em tentar mostrar a complexidade de que se reveste a realidade e a forma como, para além da primeira aparência, novas evidências surgem em torno dos acontecimentos públicos, dos factos históricos e dos seus intérpretes (…).
Outra razão para a sensação de proximidade com os textos provém sem dúvida da própria contemporaneidade dos factos a que alude (…). Mário Mesquita examina-os com uma paixão escondida, uma tenacidade própria dos lutadores intelectuais que cedo se impuseram a si mesmos raramente dizer eu, a não ser em termos de testemunha ou sujeito de pensamento. (…) Podemos ir de novo ao encontro das imagens da queda do Muro de Berlim, reviver o optimismo dos anos 90 a empurrar as velas enfunadas da Europa de então, reconstituir o arco de triunfo erguido ao modelo da economia de mercado, observar como os Cinco Continentes se transformaram numa pangeia do capitalismo sustentado pela globalização, podemos recordar como o sistema bancário nos proporcionou viver no futuro, ou ainda examinar como no meio de uma espécie de esperança total na virtude do ideal democrático, se popularizou a ideia do fim da história.»
Lídia Jorge, do Prefácio

O Estranho Dever Do Cepticismo, Mário Mesquita, Tinta da China, 2013.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Socialismo de Antero de Quental

                                                       Fotografia de André Kertész


“Em face das misérias de um século, e das lutas travadas na consciência do homem, o novo ideal artístico, «a sua lei suprema», não podia ser senão «consolar, moralizar, apontar o belo espiritual, a esperança e a crença». A arte e a literatura adquiriam, pois, pela Revolução um fim eminentemente social e civilizador. Não que elas suprimissem «as dores» e as angústias da sociedade. Isso caberia à «ciência e à democracia»; mas «adormentariam o sentimento acerbo das suas inenarráveis misérias».
Deviam tentar-se, porém, a regeneração dos costumes pela arte. A literatura, «porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação, e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opiniões, combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço onde se há-de receber esse misterioso filho do tempo – o futuro».”

Antero de Quental, Prosas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Comércio e a Cultura

 

" A actividade social chamada comércio, por mal vista que esteja hoje pelos teoristas das sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que se denomina cultura. Entre o comércio e a cultura houve sempre uma relação íntima, ainda não bem explicada, mas observada por muitos. É, com efeito, notável que as sociedades que mais proeminentemente se destacaram na criação de valores culturais são as que mais proeminentemente se destacaram no exercício assíduo do comércio."

Fernando Pessoa, "A Essência do Comércio".