sábado, 6 de abril de 2013

FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar



FESTA DO LIVRO 2013 - Livraria SolMar.

Os meses de Abril e Maio vão ser, de facto, uma inigualável Festa do Livro na Livraria SolMar, aqui em Ponta Delgada, dando assim continuidade a uma obra que já conta com 22 anos de actividade em prol do livro e das artes em geral no nosso arquipélago. Entre lançamentos e Feira do Livro, a Livraria SolMar vai juntar estes dois meses algumas das figuras nac...ionais e regionais conhecidas no campo da literatura, jornalismo, política e até finanças, e em cujas sessões a assistência tanto ouvirá discursos sobre estes temas, como poderá ainda participar em diálogos com todos os convidados em cada sessão. Ficam aqui só alguns nomes: Eduardo Paz Ferreira, Mário Mesquita, Vamberto Freitas, João de Melo, Urbano Bettencourt, Paulo Meneses, Carlos Cordeiro, Bastos e Silva, Duarte Melo, Carlos César e Álamo Oliveira.
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

22 Anos da SolMar




Hoje comemoramos 22 Anos de existência.
A história da livraria SolMar Artes e Letras, foi feita de determinação, teimosia, dedicação, gratidão, e AMOR AOS LIVROS. Agradecemos a todos os escritores, editores, e amigos desta livraria, que até hoje contribuíram para que este espaço existisse. Aos livros, à literatura, e a todos os que não sabem viver ser ler, o nosso sincero obrigado.

 José Carlos Frias.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Estranho Dever Do Cepticismo




«O céptico, ao contrário do que é voz corrente, não é o que não crê em nada, é antes aquele que pergunta e encontra através da interrogação (...). O céptico dos cafés desfaz de tudo, incluindo da possibilidade de conhecimento, enquanto o céptico filosófico constrói um mundo e o seu processo de demonstração por tentativas costuma ser ao mesmo tempo exigente, subtil e delicado. Ora um dos principais objectivos deste livro consiste em tentar mostrar a complexidade de que se reveste a realidade e a forma como, para além da primeira aparência, novas evidências surgem em torno dos acontecimentos públicos, dos factos históricos e dos seus intérpretes (…).
Outra razão para a sensação de proximidade com os textos provém sem dúvida da própria contemporaneidade dos factos a que alude (…). Mário Mesquita examina-os com uma paixão escondida, uma tenacidade própria dos lutadores intelectuais que cedo se impuseram a si mesmos raramente dizer eu, a não ser em termos de testemunha ou sujeito de pensamento. (…) Podemos ir de novo ao encontro das imagens da queda do Muro de Berlim, reviver o optimismo dos anos 90 a empurrar as velas enfunadas da Europa de então, reconstituir o arco de triunfo erguido ao modelo da economia de mercado, observar como os Cinco Continentes se transformaram numa pangeia do capitalismo sustentado pela globalização, podemos recordar como o sistema bancário nos proporcionou viver no futuro, ou ainda examinar como no meio de uma espécie de esperança total na virtude do ideal democrático, se popularizou a ideia do fim da história.»
Lídia Jorge, do Prefácio

O Estranho Dever Do Cepticismo, Mário Mesquita, Tinta da China, 2013.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Socialismo de Antero de Quental

                                                       Fotografia de André Kertész


“Em face das misérias de um século, e das lutas travadas na consciência do homem, o novo ideal artístico, «a sua lei suprema», não podia ser senão «consolar, moralizar, apontar o belo espiritual, a esperança e a crença». A arte e a literatura adquiriam, pois, pela Revolução um fim eminentemente social e civilizador. Não que elas suprimissem «as dores» e as angústias da sociedade. Isso caberia à «ciência e à democracia»; mas «adormentariam o sentimento acerbo das suas inenarráveis misérias».
Deviam tentar-se, porém, a regeneração dos costumes pela arte. A literatura, «porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação, e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opiniões, combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço onde se há-de receber esse misterioso filho do tempo – o futuro».”

Antero de Quental, Prosas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Comércio e a Cultura

 

" A actividade social chamada comércio, por mal vista que esteja hoje pelos teoristas das sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que se denomina cultura. Entre o comércio e a cultura houve sempre uma relação íntima, ainda não bem explicada, mas observada por muitos. É, com efeito, notável que as sociedades que mais proeminentemente se destacaram na criação de valores culturais são as que mais proeminentemente se destacaram no exercício assíduo do comércio."

Fernando Pessoa, "A Essência do Comércio".

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Leiam com Paixão.




Como ler sobre a paixão sem cair na lamechice, e afogar-se na enxurrada de adjectivos e substantivos em erosão. A literatura é como uma veia ou artéria, uma das ruas de sangue que alimentam o coração dos homens. Com Romeu e Julieta, os dois amantes condenados ao equívoco amoroso, Shakespeare, assentou definitivamente o tema, instituindo um modelo universal. O nosso Camilo, homem de paixões reais, escreveu com mão de mestre, Amor de Perdição, a paixão assolapada de Simão e Teresa e a tragédia das famílias rivais Botelho e Albuquerque. Eça com os seus Maias (Os), definiu a excelência da paixão funesta da literatura nacional. Tristão e Isolda, o amor adúltero do cavalheiro pela princesa, a velha lenda celta deste casal infeliz foram apropriadas por Wagner, a música inspirada na literatura, inesquecível. A Canção de Amor de Alfred J. Prufrock de T.S.Eliot, um dos poemas de pelos quais vale a pena chorar, no entanto a poesia é parcelar e não conta histórias, as pessoas tanto como amam as paixões, amam sobretudo as histórias de paixões. O amante rejeitado, romantismo puro é Jay Gatsby, em o O Grande Gatsby, a vida como uma série ininterrupta de gestos bem-sucedidos, amores, renúncias, enganos, Swann que ama Odette que o não percebe, prosa perfeita de Marcel Proust com Um Amor de Swann, paixão inexplicável a de Archer que ama a condessa Ellen Olenski que o não recebe, A Idade da Inocência, de Edith Wharton, desencontro constante. Madame Bovary de Flaubert e Ana Karenina de Tolstoi, dois monumentos à tontice das mulheres apaixonadas pelo homem errado, o canalha. Tão violento que nenhum homem o conseguiria escrever assim, O Monte dos Vendavais, de Emily Brontê, talvez o relato mais destruidor, se não leram pelo menos um livro de paixões, leiam este, e da sua irmã Charlotte, Jane Eyre faz com que a familia tenha produzido duas obras-primas. Nabokov conseguiu escrever Lolita, leiam por amor de quem quiseram, e ao de leve Milan Kundera com A Insustentável Leveza do Ser, com final feliz e personagens que chegam a velhas, leiam O Amor nos Tempos de Cólera. E se ainda tiveram folego leiam A Mancha Humana de Phlip Roth e de Ian Mcewan a Expiação.
Se me perguntarem o que fica de fora, fica muita e boa literatura.
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

LerAçores Emanuel Jorge Botelho

 
Não sei viver sem Livros
não sei viver sem o Mar
 
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os Miseráveis


«Enquanto existir, por força da lei e do costume, uma condenação social que, face à civilização, cria artificialmente infernos na terra e complica um destino que é divino com a fatalidade humana; enquanto os três problemas da época – a degradação do homem pela pobreza, a ruína da mulher pela fome e a diminuição da infância pela noite física e espiritual – não forem resolvidos; enquanto, em certas regiões, for possível a asfixia social; por outras palavras, e de um ponto de vista mais vasto, enquanto a ignorância e a miséria permanecerem na terra, livros como este não podem ser inúteis

Prefácio de Victor Hugo, Os Miseráveis.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os Melhores de 2012




O Varandim Seguido de Ocaso em Carvangel, Mário de Carvalho, Porto Editora.
 A Piada Infinita, David Foster Wallace, Quetzal.
Os Sítios Sem Resposta, Joel Neto, Porto Editora.

30Crónicas II, Emanuel Jorge Botelho, ilustrações de Urbano, Publiçor.
Todas as Palavras, Manuel António Pina, Assírio & Alvim.

África Frente e Verso, Urbano Bettencourt, Letras Lavadas.
Quarteto de Alexandria, Lawrence Durrell, Reed. D.Quixote.

BorderCrossing Leituras Transtlânticas, Vamberto Freitas, Letras Lavadas.
Utopias em Dói Menor, Onésimo Teotónio de Almeida, João Maurício Brás, Gradiva.

Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco, Nuno Costa Santos, Tinta da China.
PátriaUtópica, António Barreto, Ana Benavente, Eurico Figueiredo, José Medeiros

Ferreira, Valentim, Ed. Bizâncio.

O Arranha – Céus Horizontal, Luis Rego, ilustrações Elisabete Ross, Ed. Autor.

Esta é uma escolha da inteira responsabilidade dos livreiros da SolMar Artes e Letras, fundamentada pela qualidade das obras e pela importância dos seus autores para com a nossa livraria.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013