quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mo Yan Prémio Nobel da Literatura 2012




Mo Yan, escritor chinês, é o Prémio Nobel da Literatura 2012. Pela segunda vez o prémio é atribuído à China, o primeiro foi Gao Xingjian, em 1940.
Mo Yan, nasceu na província de Shandong, numa família de granjeiros. Deixou a escola durante a Revolução Cultural para trabalhar numa fábrica de petróleo. Com 20 anos alistou-se no Exército Popular de Libertação, as actuais forças armadas do seu país, onde desempenhou um cargo de segurança e foi instrutor político de propaganda, nessa época começou a escrever.
Mo Yan considera que "um escritor deve enterrar os seus pensamentos e transmiti-los através dos personagens dos seus romances". O pseudónimo que criou significa, aliás, "não fales".




domingo, 7 de outubro de 2012

As Minhas Lembranças Observam-me


Tomas Tranströmer



«A minha vida.» Quando penso estas palavras, vejo diante de mim um rasto de luz. Observando melhor, a luz tem a forma de um cometa, com a cabeça e uma cauda.
A extremidade mais luminosa, a cabeça, é a infância e a idade de crescimento. O núcleo,  a parte mais densa, é a primeira infância, quando são determinados os traços principais da nossa vida. Tento recordar-me, então chegar lá.
 
 
PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2011

As Minhas Lembranças Observam-me, Tomas Tranströmer
Posfácio de Pedro Mexia
Sextante Editora, 2012.




este agora
eleva-se como fumo quente em ar frio
este sereno agora

 

o cão abandonou o seu latido
a lebre abandonou a boca humana
e toca sozinha

 

neste pobre e belo agora luta
                  contra a armada dos segundos
e  se afoga num redemoinho
embora me vá sobreviver

 

 

Poema publicado na primavera de 1948, no jornal dos estudantes do Liceu Sodra Latin, de Estocolmo, onde T.T. estudou. Não há nem título nem qualquer pontuação neste poema.

 



 


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Duas Margens nº 2: SolMar - Uma Livraria Especial na Ilha



Destaque para a entrevista a José Carlos Frias, livreiro (e editor) da Livraria SolMar, em Ponta Delgada, aqui http://duasmargens.pt

"Os livros são quem mais ali ordena, claro: atraem leitores e apelam à compra, mas são igualmente actores de lançamentos ou sessões de autógrafos e dão corpo a uma atmosfera de tertúlia como já quase não existe em mais nenhum lado. José Carlos Frias, livreiro e também editor, 45 anos, é a “alma” da Livraria Solmar, um espaço acolhedor no centro de Ponta Delgada, ilha açoriana de S. Miguel. Existe há mais de 20 anos e a data de abertura não foi deixada ao acaso: 21 de Março de 1991, Dia Mundial da Poesia."
Carlos Pessoa

Duas Margens revista on line n.º 2, é um projecto de Vítor Quelhas, José Guardado Moreira e Carlos Pessoa. Revista literária, é um lugar de diálogo cultural lusófono e ibero-americano, entre autores, editores, críticos, livreiros, tradutores, ilustradores, e muitos mais, das duas margens do Atlântico.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

José Tolentino Mendonça Estação Central




ISTO É O MEU CORPO

O corpo tem degraus, todos eles inclinados
 milhares de lembranças do que lhe aconteceu
 tem filiação, geometria
 um desabamento que começa do avesso
e formas que ninguém ouve

O corpo nunca é o mesmo
ainda quando se repete:
de onde vem este braço que toca no outro,
de onde vêm estas pernas entrelaçadas
como alcanço este pé que coloco adiante?

 
Não aprendo com o corpo a levantar-me,
aprendo a cair e a perguntar

 
Estação Central, José Tolentino Mendonça, Assírio Alvim.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Água das Lombadas na Mesa Real



«E já que falamos nos Açores, vem a propósito falar em águas minerais. É que provinha dos Açores uma das águas minerais mais consumida na corte: a Água das Lombadas. Desde 1897 que a empresa Meyrelles e C.ª, exploradora das águas carbogasosas das Lombadas, tinha sido nomeada fornecedora da Casa Real. A empresa ostentava orgulhosamente o título no rótulo e faturas, bem como a menção ao Grand Prix recebido na Exposição Internacional de Saint Loius, em 1904, e a medalha de ouro recebida na Exposição do Palácio de Cristal em Londres, no mesmo ano.»

Mesa Real Dinastia de Bragança, Ana Marques Pereira, Esfera dos Livros.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Varandim




“Morar numa cidade acidentada pode ser divertido quando se é novo e rampas e ladeiras convocam os músculos juvenis ao exercício. Mas, à medida que a idade declina, aplica-se a cidade a lograr os velhos. E sempre que eles retomam o fôlego no fio das esquinas, oferece – lhes ela mais caminho, tropeços e cansaços, como se os punisse por insistirem nos dias.”

O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel, Mário de Carvalho, Porto Editora.


Monsieur Hulot


Para lá dos filmes de Jaques Tati, M. Hulot prossegue com a sua vida de genial distraído na imaginação de todos que são tocados pela sua ingenuidade e poesia. Agora em livro "O Papagaio de Monsieur Hulot", da Kalandraka, na SolMar.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Taschen


Chegou à SolMar, as novidades da Rentrée  Taschen

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Rentrée Literária


Ian McEwan, Murakami, Mário de Carvalho, Lobo Antunes, Ruben de Fonseca, Paul Auster, Salman Rushdie, Inês Pedrosa, Rui Cardoso Martins, Dalton Trevisan, J.K. Rowling, David Foster Wallace, Al Berto, Ondjaki, José Rodrigues dos Santos, Carlos Fuentes, Don Delillo, Ken Follett, James Joyce
 
Estes são alguns dos grandes nomes que fazem parte das novidades editoriais para este Outono.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Antero Quental



" Meus Senhores"

 A decadência dos povos Peninsulares nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência."

Antero de Quental, Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, Tinta da China.
Hoje, passados 121 anos da morte de Antero de Quental.