sábado, 28 de abril de 2012
Os Malaquias
Serra Morena. Um raio esturrica o casal, em luz e carne. Os filhos ficam órfãos, com destinos diferentes. Antônio, o menino que não cresce. Nico, o patriarca engolido por um bule de café. Júlia, a menina em fuga permanente. Um lugar onde as sombras da terra e da água convivem. Onde a morte e a vida são o mesmo mundo. Um poema seco à humanidade de cada um de nós.
Uma escrita áspera mas poética, desenhada com a vertigem das memórias da família Malaquias, e que evolui como tributo pessoal da autora aos seus antepassados.
Transcendental e mágico, este romance do insólito revela-se uma leitura para o coração.
Um livro forte, aclamado, invulgar.
Vencedora do Prémio Literário José Saramago 2011
Finalista do Prémio São Paulo de Literatura e do Prémio Jabuti, na categoria romance, ambos em 2011.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Agenda Festa Do Livro 2012
A Livraria
SolMar a partir do dia 19 de Abril realiza “
FESTA DO LIVRO 2012”. Esta
iniciativa vai possibilitar o acesso a uma Feira do Livro, com descontos de 10 a
50%, lançamentos, sessões de leitura, celebrando assim de forma festiva o livro
e a leitura.
- 19 Abril, abertura da Feira do
Livro, com forte
incidência nas áreas de temática infanto-juvenis, culinária, açorianos,
antecipando a época festiva do Senhor Santo Cristo.
- 23 Abril, Dia Mundial do Livro, montra alusiva ao Plano Regional de
Leitura, oferta de flores e descontos.
- 26 Abril, lançamento do livro 30 CRÓNICAS II de Emanuel
Jorge Botelho com ilustrações de Urbano,
pelas 20h30m, na livraria.
-
3 Maio, lançamento do livro África Frente e Verso de Urbano Bettencourt,pelas 20h30m, na livraria.
-31 Maio, lançamento do livro BorderCrossings leituras transatlânticas de Vamberto Freitas, pelas 19.00h, na livraria.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
O Teu Rosto Será o Último
João Ricardo Pedro nasceu em 1973, na Reboleira, Amadora. Curioso acerca da força de Lorentz, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico. Durante mais de uma década, trabalhou em telecomunicaçõessem, no entanto, alguma vez ter aplicado as admiráveis equações de Maxwell. Na primavera de 2009, em consequência do carácter caprichoso dos mercados, achou-se com mais tempo do que aquele de que necessitava para cumprir as obrigações do quotidiano. Num acesso de pragamatismo, começou a escrever.
O Teu Rosto Será o Último é o seu romance de estreia, Prémio LeYa 2011.
«Tudo começa
com um homem saindo de casa, armado, numa madrugada fria. Mas do que o move só
saberemos quase no fim, por uma carta escrita de outro continente. Ou talvez
nem aí. Parece, afinal, mais importante a história do doutor Augusto Mendes, o
médico que o tratou quarenta anos antes, quando lho levaram ao consultório
muito ferido. Ou do seu filho António, que fez duas comissões em África e
conheceu a madrinha de guerra numa livraria. Ou mesmo do neto, Duarte, que um
dia andou de bicicleta todo nu.
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?»
Através de episódios aparentemente autónomos - e tendo como ponto de partida a Revolução de 1974 -, este romance constrói a história de uma família marcada pelos longos anos de ditadura, pela repressão política, pela guerra colonial.
Duarte, cuja infância se desenrola já sob os auspícios de Abril, cresce envolto nessas memórias alheias - muitas vezes traumáticas, muitas vezes obscuras - que formam uma espécie de trama onde um qualquer segredo se esconde. Dotado de enorme talento, pianista precoce e prodigioso, afigura-se como o elemento capaz de suscitar todas as esperanças. Mas terá a sua arte essa capacidade redentora, ou revelar-se-á, ela própria, lugar propício a novos e inesperados conflitos?»
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Questões Permanentes
« a suspensão da atribuição de subsídios implicaria passarmos a ter cidades praticamente sem teatro, sem música, sem livros, sem dança, sem pintura, sem filmes, sem artistas, sem suplementos literários ou de arte, sem crítica, sem jornalistas da cultura, sem documentários de cinema, sem exposições de arte...
Seria possível viver em cidades assim? Seria possível viver?»
António Pinto Ribeiro, Questões Permanentes.
Seria possível viver em cidades assim? Seria possível viver?»
António Pinto Ribeiro, Questões Permanentes.
domingo, 8 de abril de 2012
Santa Páscoa
Piero Della Francesca
Messias
Viventes! - a Verdade me inspirou!
- Sou Este Vulto que Comove Deus!
- Amai a Causa que Vos Fez...
- se amou.
- Vivei! - Crescei!...
e Dominai na Vida!
- Sobre Estai à Fortuna Apetecida...
- E Esperai...
- no Destino...
- e amai...
- os Céus!...
Ângelo de Lima ( 1872-1921), Poesias Completas.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
O livreiro insolente

«A poesia tem justificada má fama. Chamar poeta a alguém, no Parlamento ou no Estádio da Luz, é maior insulto do que chamar intelectual a Pacheco Pereira, como fez Valentim Loureiro num dia em que se achou mais pachorrento. E temos que convir que, se “ser poeta é” o que Florbela Espanca diz que é e os Trovante andam por aí a “dizê-lo, cantando, a toda a gente”, compreende-se que assim aconteça.
Imagine-se agora que, num determinado “país de poetas”, um insolente livreiro decide abrir uma livraria exclusivamente dedicada à poesia. Era bem feito que lhe chamassem poeta, ou ainda menos. Foi o que aconteceu. Ao fim de mais de três anos a juntar e vender ociosidades numa obscura rua do Príncipe Real, em Lisboa, a livraria “Poesia Incompleta” fechou ontem portas. Ainda por cima sem dívidas, o que hoje é coisa ainda mais insultuoso do que “poeta”.
Alguém deveria ter explicado ao jovem empreendedor Mário “Changuito” Guerra que a única forma de manter durante três anos uma livraria exclusivamente dedicada à poesia e chegar ao fim com uma pequena fortuna é começando com uma grande fortuna. Não foi, obviamente, o caso.
Anunciou o livreiro que irá doar (ou doer, não sei) os milhares de volumes que lhe sobram nas prateleiras ao omniministro Relvas. Só que, tal como “assustar um notário com um lírio branco”, pôr Miguel Relvas ao alcance de Kavafy, Camões e Rilke cai decerto sob a alçada da lei antiterrorista.»
Manuel António Pina (in) Jornal de Notícias, 29.03.12





