segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bicentenário de Charles Dickens



"Renda anual de vinte libras, despesa de dezanove libras, dezanove xelins e seis pence, resultado: felicidade. Renda anual de vinte libras, despesa anual de vinte libras e seis pence, resultado: desespero."
Charles Dickens, David Copperfield



Charles Dickens nasceu a 7 de Fevereiro de 1812, em Portsmouth, Inglaterra.
Em 1817 foi viver para Chatham, na região do Kent, aí permanecendo até 1822. Nesse mesmo ano mudou-se para Londres, onde viveu até 1860. Pertencente a uma família de classe média, Dickens foi obrigado a abandonar a escola aos 15 anos, indo trabalhar para uma fábrica depois de o seu pai ter levado a família à bancarrota e ter sido preso por dívidas. Mais tarde, trabalhou como empregado de escritório e como jornalista. Em 1836 casou-se com Catherine Hogarth, com quem teve nove filhos.
Para além da escrita, Dickens dedicou-se afincadamente à leitura pública de excertos das suas obras, actividade de que foi precursor e exemplo. Aliás, várias vezes aludiu à importância que tinha para si esta peculiar proximidade com o público e, aparentemente, as sessões eram sempre um êxito, devido às notórias qualidades do escritor nos âmbitos da oratória e da interpretação dramática. No total, houve 471 leituras públicas.
Considerado um dos escritores ingleses com mais apuradas qualidades humorísticas de todos os tempos e um dos maiores romancistas da história da literatura, Charles Dickens tornou-se uma das grandes forças motrizes da literatura do século XIX, tendo sido um influente porta-voz
da consciência social do seu tempo. Alcançou em vida mais notoriedade e reconhecimento público do que qualquer outro escritor antes dele.
Charles Dickens foi um escritor prolífico e a sua obra é vastíssima. De entre os romances, destacam-se «Oliver Twist» (1838), «Nicholas Nickleby» (1839), «David Copperfield» (1850), «Bleak House» (1853), «Hard Times» (1854), «Little Dorrit» (1857), «A Tale of Two Cities» (1859) e «Great Expectations» (1861).
«Os Cadernos de Pickwick» foram primeiro publicados em fascículos mensais, entre 1836 e 1837. A primeira edição destes fascículos num só volume data de 1837.
Charles Dickens morreu a 9 de Junho de 1870, perto de Chatham, para onde regressara em 1860, tendo sido sepultado na Abadia de Westminster.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Trabalhos e Paixões de FAP

Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco,
Nuno Costa Santos, Ed. Tinta da China, 2012.
Já disponível na Livraria SolMar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Escritor do mês


A livraria SolMar dá início à rubrica mensal “ Escritor do mês”. Desta forma pode durante todo o mês de fevereiro, comprar as obras de Ernest Hemingway que estarão em destaque com 20% de desconto.
Boas compras e boas leituras.

Ernest Hemingway

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1954

Ernest Miller Hemingway (1899-1961), romancista e contista norte-americano, nasceu em Oak Park, Chicago, e foi educado no liceu local. O pai de Hemingway era médico e transmitiu ao filho o entusiasmo pelos desportos. A mãe insistira para que o filho se dedicasse à música, mas Hemingway resolveu tornar-se jornalista e escritor. Trabalhou inicialmente como repórter para o Kansas City Star . Em abril de 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, tendo sido colocado numa unidade de ambulâncias na frente italiana. Pouco depois de ter chegado a Itália, foi ferido numa perna e transportado ao hospital da Cruz Vermelha. Regressou à América e em 1919 voltou a trabalhar como repórter para o jornal de Toronto Star Weekly . O casamento com Hadley Richardson, em 1921, foi o primeiro dos quatro matrimónios do escritor. Na Europa, Hemingway trabalhou como correspondente. Em Paris, para onde partiu em 1922 ao serviço de um jornal canadiano, conheceu Gertrude Stein e frequentou os círculos literários da capital francesa. Ali contactou com outros expatriados: Ezra Pound, James Joyce e Scott Fitzgerald. O livro Three Stories and Ten Poems teve uma circulação limitada em Paris (1924) e no ano seguinte foi publicado o livro de contos In Our Time , que recebeu a aprovação dos críticos americanos. As primeiras obras de Hemingway revelavam a influência de Ring Lardner e Sherwood Anderson, mas a carreira literária do autor desenvolveu-se fundamentalmente a partir das experiências pessoais que mais o marcaram, entre as quais se destacam a guerra e o jornalismo. Em 1926 foi publicado o romance Torrents of Spring, uma paródia do livro de Sherwood Anderson Dark Laughter . No mesmo ano Hemingway publicou The Sun Also Rises (editado na Inglaterra com o título Fiesta ). Este romance e o volume de contos que se seguiu ( Men Without Women , 1927) confirmaram a reputação do escritor. A ação de The Sun Also Rises desenrola-se em Paris e tem como protagonista um jornalista americano ferido na guerra. O romance desenvolve muitas das questões centrais da obra de Hemingway. Em 1928, divorciado de Hadley e casado com Pauline Pfeiffer, o escritor mudou-se para Key West, na Florida. No final desse ano o pai de Hemingway suicidou-se. No romance de 1929, A Farewell to Arms ( Adeus às Armas ), foi retomada a temática da guerra. Entretanto as suas viagens a Espanha, África e Cuba revelaram-lhe atividades que considerou símbolos da condição humana: a tourada e a caça. Na primeira inspirou-se para escrever Death in the Afternoon (1932), um dos seus melhores livros. Em The Green Hills of Africa ( As Verdes Colinas de África , 1935) descreveu as aventuras de um safari, um tema que retomou em The Snows of Kilimanjaro e The Short Happy Life of Francis Macomber , ambos inseridos na coletânea The First 49 Stories (1938). A experiência da guerra voltou a marcar Hemingway quando este partiu para Espanha como correspondente durante a guerra civil espanhola (1936-39). Um dos mais conhecidos romances do escritor, For Whom the Bell Tolls ( Por Quem os Sinos Dobram , 1940), inspirou-se neste episódio. Hemingway escreveu ainda Across the River and Into the Trees ( Na Outra Margem, entre as Árvores , 1950) e The Old Man and The Sea ( O Velho e o Mar ), um breve romance sobre a luta de um pescador cubano contra um peixe gigante. O livro, considerado uma parábola da humanidade, valeu a Hemingway o Prémio Nobel da Literatura em 1954. O estilo inovador de Hemingway, que preferiu a economia de linguagem e a palavra depurada aos artifícios literários e à extensa análise psicológica, influenciou as gerações seguintes de escritores americanos. Hemingway, que desejou ser um homem de ação, um artífice em vez de um artista, cultivou um ideal de virilidade, procurando contornar a derrota final da condição humana: a morte. Suicidou-se no dia 2 de julho de 1961.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os Livros

Escultura de Anselm Kiefer


Os Livros

É então isto um livro,
este, como dizer?, murmúrio,
este rosto virado para dentro de
alguma coisa escura que ainda não existe
que, se uma mão subitamente
inocente a toca,
se abre desamparadamente
como uma boca
falando com a nossa voz?
É isto um livro,
esta espécie de coração (o nosso coração)
dizendo ‘eu’ entre nós e nós?

Como se Desenha uma Casa de Manuel António Pina, Ed. Assírio Alvim.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Novo Livro de Nuno Costa Santos




«Sou o Fernando Assis Pacheco, 41 anos, um pasmado sem cura. Tudo me espanta, gramo a vida, quero morrer mais lá para o Verão.» Assim respondia Assis à pergunta «quem és tu?», feita por Rogério Petinga na edição de 13 de Novembro de 1978 do jornal «A Luta». A entrevista, surpreendente e desconcertante, continua no mesmo registo. Às perguntas «Consideras‑te deprimido, introvertido, extrovertido, calmo, fogoso? A que signo pertences? Dás‑lhes importância?», Assis Pacheco responde desta maneira chã: «A partir do fim: sou Aquário, mas não ligo peva. Sou todos os adjectivos da pergunta, mas também inteligente, esquizóide, reinadio, arrebatado, ponderado e extravagante, embora à vez, para não chatear o indígena.»
(do capítulo «Um pasmado sem cura»)


«Por ser verdadeira, é maravilhosa esta biografia. Leia-a e conheça alguém que soube aumentar a vida: dele e de cada um que o lia e conhecia. Assis era um poeta, jornalista e amigo. Era um escritor em todos os sentidos. Nuno Costa Santos trouxe-o outra vez à vida.»
Miguel Esteves Cardoso

Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco,
Nuno Costa Santos, Ed. Tinta da China, 2012
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Os Mais Vendidos em 2011 na SolMar



Dicionário Sentimental da Ilha de S. Miguel de A a Z, Fátima Sequeira Dias, Ed. Publiçor

O Último Segredo, José Rodrigues dos Santos, Ed. Gardiva.

O Céu Existe Mesmo, Lynn Vincent,Todd Burpo, Ed. Lua de Papel

O Ciclo do Livro, Mariana Magalhães, Cristina Quental, Sandra Serra, Ed. Gailivro.

Acordo Ortográfico, Ed. Porto Editora.

Os Melhores de 2011 - Açorianos



A História do Povo Açoriano, José Maria Teixeira Dias, Ed. Publiçor.

Os Açores na Política Internacional, José Medeiros Ferreira, Ed. Tinta da China.

O Peso do Hífen, Onésimo Teotónio de Almeida, Ed. ICS.

Indiferença, Rui Jorge Cabral, Ed. Governo Regional dos Açores.

O Rochedo que Chorou, João Pedro Porto, Ed. Publiçor.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os Melhores de 2011 - Ficção



O Retorno, Maria Dulce Cardoso, Ed. Tinta da China.

As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta, Ed. Dom Quixote.

A Vida e Destino, Vassili Grossman, Ed. Dom Quixote.

O Mapa e o Território, Michel Houellebecq, Ed. Objectiva.

Ferrugem Americana, Philipp Meyer. Ed. Bertrand.

Dublinesca, Enrique Vila – Matas, Ed. Teorema.

Ponto Ómega, Don Delillo, Ed. Sextante.

Liberdade, Jonathan Franzen, Ed. Dom Quixote.

Museu da Rendição Incondicional, Dubravka Ugresic, Ed. Cavalo de Ferro.

O Sentido do Fim, Julian Barnes, Ed. Quetzal.

Os Melhores de 2011 - Não Ficção




Viver no Fim dos Tempos, Slavoj Zizek, Ed. Relógio D’Água.

O Mundo está Cheio de Deuses, João Barrento, Ed. Assírio Alvim.

Crítica da Razão Cínica, Peter Sloterdijk, Ed. Relógio D’ Água.

Memórias da II Guerra Mundial, Winston S. Churchill, Ed. Texto Editores.

História Económica de Portugal, Vários. Ed. Esfera dos Livros.