sábado, 17 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Poemário Assírio & Alvim 2012



Lábios rubros em botão
Onde o amor vem dormir,
Bebi do meu coração
Todo o amor que eu sei sentir.

Fernando Pessoa (1888-1935)
Quadras

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

No Reservations




O famoso chef Bourdain depois de ter passado nos Açores, com o seu No Reserventions, esteve a semana passada em Lisboa na companhia de António Lobo Antunes, do qual confessou-se admirador. Foram aos Fados no Bairro Alto, e no de Cais de Sodré, comeu bifanas ao som dos Dead Combo.
Editado agora em Portugal (Livros d' Hoje), Bourdain traz-nos Les Halles, um livro de culinária ímpar: engraçado, audaz, dotado do encanto e da fanfarronice típicos de Bourdain. Traga uma faca afiada, um grande apetite e vontade de aprender, pois Bourdain vai ensinar-lhe tudo o que precisa de saber para preparar os pratos clássicos dos bistrôs. Enquanto o leitor é orientado, em passos simples, por receitas como vitela assada com batata frita à Les Halles, escargots aux noix e foie gras aux pruneaux, vai sentir-se como se o autor estivesse ao seu lado na cozinha – a atirar-lhe insultos quando deixar queimar o molho, e depois a dar-lhe uma palmada nas costas quando acertar com o bife tártaro. Repleto de fotografias atraentes e com 110 receitas, este livro é receita garantida para os apreciadores de livros de culinária, aspirantes a chefes e admiradores de Bourdain.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Inédito de Renata Correia Botelho no Público, P2, 03-12-2011.

O riso e a sombra

a noite cai em riste
sobre o corpo suspenso
do palhaço – ancorado,
preso por um fio
à luz morna que lhe projecta
na madeira a sombra frágil.
Os seus olhos fechados,
onde viveu já o rumo
alado do trapezista
antes de ver o mundo
do ponto de vista da queda,
abrigam agora o riso
emprestado à burlesca
tragédia de se estar vivo.

Renata Correia Botelho




Momento final do espectáculo Maintenant, de Sky de Sela, fotografado por Renata Correia Botelho.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Vida e Destino

Vassily Grossman

«Vassili Grossman, adoptando a estrutura global de Tolstói em Guerra e Paz, pinta em Vida e Destino um imenso fresco da Rússia soviética, com incidência nos anos da Segunda Guerra Mundial, na ofensiva alemã e na defesa e, depois, na contra-ofensiva soviética, que culminou na libertação de Stalinegrado e dos territórios ocupados pelos nazis.
Entregue ao editor em 1961, Vida e Destino passou de imediato para as mãos do KGB e teve o privilégio não só de ser proibido como o de desaparecer da face da Terra durante vinte anos. O seu manuscrito só apareceu na Suíça em 1980, graças a ilustres dissidentes soviéticos.
Na Rússia, apenas em 1988, depois da glasnost, viria a ser publicado. A nada disto assistiu já Vassili Grossman, uma vez que faleceu de cancro de rim três anos depois de ter entregue o seu manuscrito e de o ver apreendido pelas autoridades.»
A obra proibida, aparece em microfilme " Vida e Destino", feito a partir de duas cópias que escaparam ao KGB, foi transportado no fundo falso de uma caixa de biscoitos de gengibre e depois enviado para o Ocidente, pela rede de dissidentes que incluía o físico Andrei Sakharov.


Stieg Larsson segundo David Fincher

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Plano Regional de Leitura Açores

Convidam-se os artistas de artes performativas, musicais ou multimédia, em nome individual ou colectivo, a apresentarem projectos artísticos de promoção do livro e da leitura, destinados ao público escolar para o ano lectivo 2011/2012.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Greve


Greve é o livro de estreia da ilustradora Catarina Sobral e também o primeiro título de uma autora portuguesa na colecção Orfeu Mini.
Um dia, os pontos decretaram greve. Os pontos? Quais pontos? TODOS os pontos! Primeiro, foi a escrita foi a colapsar… Nas escolas, nos museus, nas fábricas, nos hospitais, ninguém se entendia. O ponto de fuga desapareceu. E o ponto verde. E o ponto de encontro. Tudo e todos chegavam atrasados. E era impossível fazer o ponto da situação. Até que…


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Má Classificação no Top Livros do Atual

O Jornal Expresso no seu suplemento "Atual" iniciou a publicação da tabela dos livros mais vendidos em Portugal. O leitor tem assim acesso aos dez livros mais vendidos semanalmente em Ficção, Não Ficção, e uma categoria específica, escolhida todas as semanas.
Esta tabela cobre 75% do mercado livreiro português, caso para perguntar o que acontece aos restantes 25%.
Como a intenção é de informar o leitor, aqui fica uma chamada para o erro na classificação do título Alta Definição – O Que Dizem o Teus Olhos de Daniel Oliveira, tratando-se de um livro de entrevistas, não poderia estar inserido na tabela de Ficção, a menos que as mesma sejam pura ficção.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O mapa e o terriório


Se a história deste romance nos fosse contada por Jed Martin, talvez ele começasse por falar da avaria da caldeira do seu apartamento, num dia 15 de Dezembro. Ou solitários Natais passados com o pai, um arquitecto famoso que sonha construir cidades fantásticas mas ganha a vida a projectar resorts de férias.
Talvez não falasse do suicídio da mãe quando tinha apenas sete anos, porque são muito ténues as recordações que dela guarda. Mas mencionaria certamente Olga, uma lindíssima russa, que conheceu por ocasião da primeira exposição do seu trabalho fotográfico baseado nos mapas de estradas Michelin.
Apesar de indiferente à fama e à fortuna, Jed poderia mencionar o êxito estrondoso que alcançou com uma série de quadros de célebres personalidades de todos os meios, retratadas no exercício da sua profissão. Um dos retratados é Michel Houellebecq (sim, o autor), num trabalho conjunto que mudará a vida de ambos: fonte de vida para um e razão de morte para outro.

Em O mapa e o território (Prémio Goncourt 2010), Houellebeq explora os temas que lhe são mais caros; a solidão, os limites das relações amorosas, o absurdo mundo em que vivemos, fazendo um retrato mordaz mas contido da sociedade contemporânea.

O mapa e o território de Michel Houellebeq, tradução de Pedro Tamen, editado pela Alfaguara , 2011.