sábado, 23 de junho de 2007

Já à venda na SolMar


“ Cheguei a Angola com uma ideia errada do que acontece em combate. Embora soubesse que ia entrar numa guerra, pensava ter treinado o sufíciente para enfrentar situações difíceis e, com um pouco de sorte, sair delas com vida. Mas não há um simulador para o medo. Nem treino para a estupefacção ao som de uma rajada.
De um momento para o outro somos invadidos, brutalmente, pela certeza de que alguém nos quer matar.”

Morreremos Amanhã
Carlos Tomé
Editora Artes e Letras

sexta-feira, 15 de junho de 2007

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Lançamento

A Editora Artes e Letras vai fazer a sua apresentação pública no próximo dia 21 de Junho, às 19.00horas, na Livraria SolMar.
Nessa ocasião será lançado o livro de estreia da sua chancela, um romance da autoria do jornalista e escritor Carlos Tomé, intitulado " Morreremos Amanhã" .
A obra remete o leitor para o conflito interior de um ex-combatente da guerra colonial portuguesa, dividido entre o dever moral de honrar um compromisso assumido trinta anos antes, em Angola, e a sua própria cobardia face à pessoa a quem tem de explicar tamanho atraso.
Como diz o escritor Daniel de Sá, a propósito deste romance, Carlos Tomé conta uma história da guerra depois da guerra. Uma daquelas histórias “ que continuam na memória dos sobreviventes, muitos deles suportando uma estranha espécie de remorso por estarem vivos. Com o espírito atormentado depois da tortura dos combates”.
Com acção centrada na Ponta Delgada do presente e no teatro de operações em Angola, nos anos 70, "Morreremos Amanhã" é um romance que recorda, de forma inequivocamente crítica, todas as dúvidas das gerações que viram as suas vidas suspensas por um fio. E é, por isso mesmo, um grito no silêncio que tem vindo a instalar-se sobre os milhares combatentes portugueses que perderam a vida e vão desaparecendo, lentamente, da nossa memória colectiva.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Nova Editora nos Açores

Tem sido assinalável o decréscimo número de obras publicadas por escritores açorianos. Sabendo-se que os referidos escritores se mantêm muito activos e que alguns deles têm até, novas obras concluídas e sem edição garantida, esse decréscimo tem de ser atribuído ao encerramento da editora Salamandra, responsável pela publicação de quase toda a produção literária regional da última década e até à presente data não substituída por qualquer outra editora sensível à qualidade da literatura açoriana.
Tendo em conta esta lacuna, é intenção da Livraria SolMar estender à edição para além da presente actividade de livreiro, sob o registo de Artes e Letras.
Este é o nome da nova editora fundada por José Carlos Frias e Helena Frias, criar uma editora dedicada aos escritores açorianos a olhar para quem gosta de ler.
A sua função será editar bons livros e conseguir vendê-los não só no mercado regional mas também no continente, com uma boa distribuição nacional.
A excelência da literatura será sua preocupação principal, bem como o cuidado imposto no grafismo, design, e concepção dos livros, pretendendo marcar a diferença no mercado livreiro dos Açores. Este projecto é o culminar do trabalho de anos desenvolvido a promover e divulgar os criadores na área da literatura na região.

sábado, 2 de junho de 2007

Novo Livro de Eduardo Lourenço




"Não há na nossa literatura, nem mesmo Camões, poeta tão naturalmente universal como Antero de Quental, dada a natureza ideal e intemporal da sua inspiração e o conflito que a alimenta, pura interpelação do espírito por si mesmo no meio de um mundo incompreensível. Nenhum objecto empírico, natural ou histórico, é, ao menos nos Sonetos, matéria determinante da sua poesia.


Os Açores como qualquer outro. É como se estivesse só no Universo, ilha pura, sem qualquer arquipélago."




Eduardo Lourenço

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Sugestão

A Lenda das Sete Cidades
Mariana Magalhães, Mariana Bradford, Joana Medeiros
Caminho


Hoje ofereça um livro a uma criança.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O nosso Planeta


Um belissimo livro para pensar no nosso planeta e como tratamos a natureza.

365 Dias - uma fotografia por dia acompanhada por um texto, mostra-nos como os recursos do sistema terra não são viáveis a longo prazo. Devo dizer que este trabalho levou dez anos a fazer sendo as fotografias de Yann Arthus- Bertrand simplesmente magníficas.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Brevemente


Vai nascer a
editora Açoriana

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Pouco Fôlego


Começou ontem o maior certame de livros em Portugal. Para uma série de editores a situação da Feira do Livro é pessima tendo vindo a agravar-se pela falta de apoios, e a tornar-se decadente, sendo o cenário grave.
Na opinião de alguns editores , enquanto as associações do sector não entregarem a organização deste evento, a uma estrutura profissional com visão, o panorama vai tornar-se cada vez mais decrépito.
A Feira do Livro de Lisboa e Porto são espaços que proporcionam uma maior aproximação dos leitores aos livros a bons preços, que possiblita encontros entre leitores e escritores, então à que dar dignidade e grandeza ao evento, bem como um maior apoio na promoção e divulgaçao da Feira pelos meios de comunicação social, pois é de extrema importancia a divulgação da cultura, mas esta falta de atenção nem por isso é surpreendente.
Este evento tem vindo a perder importancia ao longo dos anos, motivado pelas mais de 200 feiras feitas pelo país, mas acima de tudo os leitores têm se tornado mais exigentes , a preferir os espaços confortaveis das livrarias para melhor fazerem as suas escolhas.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

100 anos de Hergé


Georges Remi (1907-1983 ) o célebre autor da banda desenhada belga, ficaria conhecido por Hergé, criador do Tintin o mais famoso repórter do mundo. A figura e obra de Hergé é de incontestável importância para a historia da Banda Desenhada .
Hergé criou um mundo de aventuras fascinantes, as discussões dos irmãos Dupond e Dupond, o professor Girassol , as pragas do capitão Haddok, e o imparável e fiel Milú.
As comemorações deste centenário começaram com uma grande exposição em Paris no Centro Pompidou, e em Bruxelas com um grande fresco.
Tintin tem algo que mais nenhuma personagem tem, além de viajar muito de um país para outro, Tintin tem a capacidade de viajar de geração em geração.
Porque é que todos nós gostamos deste rapazinho? Acho que ninguem sabe.